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Literatura e Arte

Fahrenheit 451 – Análise do Livro de Ray Bradbury sobre a Sociedade

A formação cultural de uma pessoa é sua base para compreender a sociedade e as ações do homem no mundo, dando mais visão critica e capacidade de reflexão. A melhor forma de adquiri-la é através da Leitura, sendo imprescindível para qualquer estudante, profissional e cidadão.

Hoje venho com mais uma dica de Leitura que pode contribuir e muito para sua formação cultural, dando base para argumentações e reflexões em redações, debates e analises da sociedade. O Livro Fahrenheit 451

Filme e Livro Fahrenheit 451 – Obra sobre Sociedade, Mídia, Censura e mais

Sinopse do Livro Fahrenheit 451

‘Fahrenheit 451’ é uma distopia cuja narrativa ficcional esta dividida em três partes – A lareira e a salamandra, A peneira e a areia e O clarão resplandecente. A Obra concebe uma sociedade futura integralmente controlada pelos meios de comunicação, especialmente a televisão, na qual os livros foram proscritos e devem ser queimados. Os bombeiros passaram a ser os responsáveis pela tarefa. A Alienação social chegou ao ponto máximo e as pessoas so interagem com os personagens de diversas programações televisivas, sua”família”.  

O personagem central é Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, mas quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos que reflete sobre o mundo, sobre a natureza e as pessoas (coisa que a maioria da população não faz mais, assim como conversar), ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred.

Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e alienação dos cidadãos. Desenrola-se uma aventura de tirar o folego, em que Montag vai descobrindo a importância dos livros e tentando corromper o sistema estabelecido.

Analise de Fahrenheit 451 – ” a temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima…”

Em 1949, George Orwell lançou o livro ‘1984’, mostrando uma sociedade oprimida por um regime absolutamente autoritário. Quatro anos depois, em 1953, Ray Bradbury revolucionou a literatura com ‘Fahrenheit 451’. A comparação entre as duas obras é inevitável, pois ambas foram escritas no contexto de término da Segunda Guerra Mundial, totalitarismos e combates ideológicos.

O Livro Fahrenheit 451 condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando a apreensão de uma sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra.

Além disso, o texto é atual no sentido que critica questões como a censura, dominação de massas, valorização extremada de “reality shows” (como ocorre na perseguição de Montag pelo Sabujo que é acompanhada ao vivo por milhares de telespectadores), falta de consciência sobre a participação politica (quando as amigas de Mildred falam de como escolhem seus candidatos, baseando-se na aparência e nome).

A sociedade mostrada na obra apenas se preocupa com a distração e prazer, assim as relações sociais como o casamento são vistas como supérfluas, os vínculos facilmente quebrados. As pessoas passaram do prazer genuíno aos mais violento, correndo em automóveis a mais de 150 km/h para não pensar nos problemas, assistindo programas como o “Palhaço Branco” que riem enquanto se dilaceram uns aos outros. A mensagem que é passada traz a ideia da opressão, subversão de valores e violência.

Informações o Sobre o Autor…

Ray Bradbury nasceu em Waukegan, Illinois, em 1920, e foi para Los Angeles, em 1934. Concluiu seus estudos em 1938, na Los Angeles High School, mas continuou a estudar como autodidata, enquanto trabalhava como jornaleiro. Estreou na literatura com o conto ‘Hollerbochen’s Dilemma’, publicado num fanzine de ficção científica em 1939.

O romance ‘Fahrenheit 451’, que o consagraria mundialmente, foi lançado em 1953 e filmado em 1966 por François Truffaut. O autor conta que todo o romance foi escrito nos porões da biblioteca Powell, na Universidade da Califórnia, em uma máquina de escrever alugada. Sua intenção original, ao escrever o romance, era mostrar seu grande amor por livros e bibliotecas, e frequentemente se refere a Montag como uma alusão a ele mesmo. 

Trabalhando como roteirista desde 1953, recebeu o Oscar em 1956, pelo roteiro de ‘Moby Dick’, dirigido por John Huston.
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Sobre o autor | Website

Sou estudante do 4º ano de Medicina na Faculdade de Medicina da USP, blogueira desde 2012 quando fazia Cursinho pré-vestibular. Há poucos meses comecei o Vlog Mediários no You tube.

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