A Medicina é uma das ciências mais antigas desenvolvidas pelo homem. Nos registros históricos há relatos de atividade médica já na Antiga Grécia, na Civilização Egípicia, na China e outros locais.

A Princípio era baseada na manipulação de ervas e tratamentos naturais, muitas vezes com fundos místicos para tratar enfermos. Aos poucos com o avanço do olhar científico e experimental foi ganhando os aspectos de ciência e técnicas que vemos hoje, com diferentes evoluções nos quatro cantos da Terra – um benefício da atual rede de comunicações é o rápido intercâmbio e difusão do conhecimento e descobertas na área da saúde.

Origem e Etimologia da Palavra Medicina- de origem latina significa a “Arte de Curar”. Em definição do Dicionário Aurélio, Medicina é “a arte e ciência de evitar ou curar doença, ou de paliar seu(s) efeito(s)”, em complemento o Dicionário Houaiss temos que ela é “o conjunto de conhecimentos relativos à manutenção da saúde bem como a prevenção, tratamento e cura das doenças, traumatismos e afecções, consideradas por alguns uma técnica e, por outros, uma ciência”.

simbolos da medicina 300x292 História da Medicina   Origem, Símbolos e Práticas Antigas, Evolução do Conhecimento

Símbolos e seus Significados- ambos têm origem da mitologia grega em que Asclépio é o deus da Medicina, sendo portanto marca da tradição médica; e o Hermes que é deus do comércio, dos viajantes e das estradas o qual foi associado a simbologia médica posteriormente. A nomenclatura atual chama os dois de Caduceu, sendo que o mais difundido é o de Hermes, formados por uma vara simples de madeira ou outras mais trabalhada e com asas associada a uma ou duas cobras.

Não há um consenso dos historiadores, mas em geral o significado do bastão relaciona-se com a árvore da vida (madeira ligada ao ciclo de morte e nascimento), ao poder (antes representado por objetos como o cetro dos reis e o báculo dos bispos), ao lado místico inicial. Já a Serpente é símbolo da astúcia e da sagacidade, do bem e do mal (baseado na Bíblia) associada também à saúde e da doença, representa o poder de rejuvenescimento (pela troca periódica da pele).

História e Práticas Médicas

Hipócrates, O Pai da Medicina – grego que viveu entre os anos de 460 a 377 a.C, é assim considerado por ter criado as bases da ética médica e princípios de conduta e ação. Veio de uma família que praticava algo que originou depois a Medicina, liderou a Escola de Cós, cujo intuito era analisar as patologias independentemente de suas causas e buscar a cura.

Entre os feitos mas importantes de Hipócrates estão o Juramento de Hipócrates (com princípio éticos e profissionais do Médico) e Aforismos (onde estão seus conceitos e ideias bases como a que as enfermidades dependem do clima, região, raça, alimentação). Criou também a famosas Doutrina dos 4 Humores (propondo uma teoria para como o equilíbrio do corpo deveria ser atingido).

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Papiro de Ebers – registro da Medicina Egípcia sobre os poderes curativos de plantas

Principais Aspectos e Práticas da Medicina Egípcia - Desde o início da civilização no século XXXIII a.C., detinham avançadas técnicas para a época de cirurgia não-invasiva básica, ortopedia e um vasto estudo de farmacopeia. O conhecimento da anatomia humana, devido a tradição da mumificação,  influenciou no estudo posterior e entre as ações medicas daquela época constavam, além das cirurgias, a Lavagem e Barbeio dos pelos do corpo (o que resultou em combate a infecções) e aconselhamento de dietas.

Principais Características e Práticas da Medicina Chinesa e Oriental -  fundamenta-se numa estrutura teórica sistemática e abrangente, de natureza filosófica. Possui uma base de reconhecimento das leis fundamentais do funcionamento do organismo humano, e sua interação com o ambiente segundo os ciclos da natureza. A visão geral dessa teoria é Holística, ou seja, observa o corpo como um todo e as interações com a natureza também inserem-se no estudo.

São oito os principais métodos de tratamento da Medicina Tradicional Chinesa: Fitoterapia (fármacos), Acupunctura, Tuina ou Tui Ná (massagem e osteopatia chinesa), Dietoterapia (terapia alimentar), Auriculoterapia (tratamento pela orelha), Moxabustão, Ventosaterapia e Práticas físicas (exercícios integrados de respiração e circulação de energia, e meditação como: Chi Kung, o Tai Chi Chuan e algumas artes marciais) consideradas métodos profiláticos para a manutenção da saúde ou formas de intervenção para recuperá-la.

Medicina Moderna

Bases e Princípios Éticos atuais – as bases das práticas atuais advêm da cultura grega, pois a sociedade ocidental baseia-se principalmente nos conhecimentos, filosofias e fundamentos teóricos derivados do principio da razão. São assim importantes no processo primordial do avanço da Medicina Hipócrates ( que defendia os deveres de nunca prejudicar o enfermo; não buscar aquilo que não é possível oferecer ao paciente; lutar contra a causa da doença; acreditar no poder de cura da Natureza, agir com equilíbrio e bom senso; oferecer ao doente a necessária educação; sempre se deixar guiar pela ética); e Aristóteles que fez vários estudos de anatomia (porem dissecava animais) dos órgãos.

Como vemos foi na Grécia que a medicina tomou os rumos de ciência, apoiando-se na observação clínica e no raciocínio lógico. Outras contribuições foram de suma importância como os estudos de anatomia egípcios, a tradição e fundamentos milenares das teorias chinesas, e mais futuramente com a interação global a junção de teorias e pontos de vista diferentes culminou na gama de conhecimentos agregados hoje.

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Doutores da Alegria – Medicina 

Humanitária

Principais Objetivos das Atividades Médicas – a medicina atual está voltada a humanização dos serviços e a atenção integral ao cidadão, busca proporcionar melhor qualidade de vida `as pessoas considerando um conceito ampliado de saúde – o qual engloba o bem estar físico, psico e social.

Fontes e Referências Bibliográficas:

Site usuarios.cultura.com - artigo publicado em 2009  no livro “À sombra do plátano” pela Editora UNIFESP;

Livro de Walter J. Friedlander – The golden wand of medicine;

GEELHOED GW. The caduceus as a medical emblem. Heritage or heresy? Southern Med. J.    81:1155-1161, 1988.

Site www.medicinachinesapt.com